sábado, 28 de maio de 2011

Grupos de Teatro em Minas:



 
Primeira Campainha
 Mariana Blanco, Marina Arthuzzi, Marina Viana e Patrícia Diniz são artistas que transitam por vários coletivos da cidade exercendo diferenciadas funções (papel que o fazer teatral exige do artista quase sempre). Cada coletivo com uma configuração, uma prática e uma pesquisa distinta.

Transitar por diferentes coletivos se torna uma escolha de vários artistas mesmo numa cidade em que o Teatro de Grupo tenha tanta força histórica e caracteriza-se como forte agente de fomento da cultura teatral.
Não significa, entretanto, que o Teatro de Grupo esteja perdendo sua força e representatividade, muito pelo contrário. O conceito de Teatro de Grupo tem ganhado novos formatos de trabalho, estabelecendo redes e parecerias entre si, diálogos e intercâmbios estéticos e técnicos.
O trânsito desses coletivos nos permite exercer e refletir sobre as diversas identidades incorporadas na contemporaneidade, combinando-se de forma livre aos discursos e idéias sem se encerrar em uma só possibilidade.


  O TEATRO INVERTIDO 
surgiu no ano de 2004, com o principal objetivo de aprofundar a pesquisa em treinamento do ator e criação cênica iniciada por seus integrantes no curso de graduação em teatro da UFMG. A cada nova montagem o grupo reafirma seu interesse pela investigação artística e pela colaboração como princípio ético do trabalho criativo. A busca por uma retomada da função social do teatro e sua comunicação com o espectador comum são as principais motivações dos processos criativos do grupo. Atualmente o TEATRO INVERTIDO é reconhecido como um dos coletivos mais atuantes de sua geração e possui em seu repertório cinco montagens: Nossa Pequena Mahagonny (2003), Lugar Cativo (2004), Medeiazonamorta (2006), Proibido Retornar (2009) e Estado de Coma (2010).
No ano de 2008 o TEATRO INVERTIDO inaugurou sua sede, um galpão com 150 metros quadrados  localizado no bairro Sagrada Família, região leste da capital mineira.  Em 2010, numa parceria com o Mayombe Grupo de Teatro, esse espaço passou a se chamar ESQUYNA - Espaço Coletivo Teatral e, além de abrigar as atividades artísticas e administrativas dos dois grupos, passou a receber apresentações, oficinas e projetos de compartilhamento de outros artistas da cidade.
Também em 2010 o TEATRO INVERTIDO lançou o livro Cena Invertida: Dramaturgias em Processo, uma publicação que reune uma série de artigos de especialistas sobre o trabalho do grupo, além das cinco dramaturgias originais desenvolvidas para seus espetáculos.


integrantes


CAMILO LÉLIS
KELLY CRIFER
LEONARDO LESSA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                          Armatrux





Fundado em 1991 a partir de um trabalho conjunto iniciado na antiga Escola Tangran – o Armatrux estreou nesse mesmo ano seu primeiro espetáculo: "Acorda Aderbal". Já nessa montagem o Grupo percorreu praças e ruas de Belo Horizonte e do país, revelando a mistura de linguagens que até hoje é referência no trabalho do Grupo.

Foi logo no ano seguinte que surgiu a idéia de montar uma banda de bonecos e, junto com ela, o convite de uma banda de amigos para que o Grupo participasse da gravação de seu primeiro videoclipe. Parceria acertada, nasceram dois frutos: o repertório do espetáculo “Os Românticos”, composto pelo então jovem desconhecido Samuel Rosa, e o hit “Let me try again”, que ajudou a colocar o Skank nas paradas de sucesso.

A notícia dessa trupe diferente e moderna chegou ao Rio de Janeiro em 1993, em uma temporada de dois meses no Circo Voador com os dois primeiros espetáculos do Grupo. O Armatrux, nessa mesma época, deu seu primeiro salto, abrindo o show acústico de Gilberto Gil sob aplausos de mais de 3.000 pessoas.

Teatro, música, bonecos, palhaços, circo. Rua. Palco. Galpões, palafitas e hospitais. A investigação artística em diferentes linguagens e espaços, e o espírito de compartilhamento e democratização de seu trabalho, sempre fizeram parte do DNA do Armatrux. Foi essa busca que levou o Grupo, a partir da saída de seu primeiro diretor, a buscar novas e variadas parcerias com outros artistas e grupos.

O primeiro deles foi Gabriel Guimard, recém chegado da França, que trazia em sua bagagem a experiência com a Cia. Philippe Genty. Ele dirigiu, a convite do Grupo, o espetáculo "O Cortejo", numa parceria que rendeu também, no ano seguinte, a primeira versão de "Andarilhos do Repente".

Foi mais ou menos nessa época que o Armatrux adquiriu seu caminhão furgão verde, batizado de Transportrux. Durante 4 anos, ele levou o Grupo, e toda a sua parafernalha, para a Argentina, Uruguai, Paraguai, e de norte a sul do Brasil.

Em 2003, a história se repete: uma nova banda de bonecos é criada a partir da parceria com uma banda de sucesso. Dessa vez, o Pato Fu de John Ulhoa e Fernanda Takai, com a colaboração do músico Bob Faria e direção artística de Conrado Almada, dando vida ao espetáculo “Armatrux, a banda”. O show alcançou de imediato um enorme sucesso e popularidade, viajando por mais de 40 cidades de todo o Brasil.
Em 2007, o Grupo realiza o desejo antigo de parceria com o diretor Eid Ribeiro, e volta aos palcos com a montagem “De Banda pra Lua”, vencedora do Prêmio Cena Minas - Formação de Público, em 2007 e 2008.

Hoje, muitos quilômetros de estrada depois, o Grupo já contabiliza mais de 1000 apresentações, 17 espetáculos, 3 curtas metragens, uma exposição e diversas premiações. Formado pelos atores Paula Manata, Eduardo Machado, Tina Dias, Cristiano Araújo e Raquel Pedras, o Armatrux mantém também uma oficina de bonecos, cenários e objetos de cena, além de uma equipe de produção e administração.

Em 2009, duas grandes novidades. A primeira delas é a abertura ao público do C.A.S.A - Centro de Arte Suspensa Armatrux, um espaço projetado em parceria com a Cia. Suspensa para ser a sede dos dois grupos, e que também vai abrigar um centro cultural aberto à comunidade. A outra novidade é a estréia de mais uma parceria com o diretor Eid Ribeiro: o espetáculo “No Pirex”, voltado para o público adulto, mais uma daquelas deliciosas oportunidades de ver o Armatrux apresentar o que eles fazem de melhor: encantar, surpreender e se transformar mais uma vez.


Histórico:

1991 - Acorda Aderbal – Direção Paulinho Polika e Lelena Lucas
1992 - Os Românticos – Direção Paulinho Polika
1996 - Esperando Godot – Direção Paulinho Polika
1997 - Andarilhos do Repente – Direção Gabriel Guimard
2001 - Liliputz – Direção Andrea Caruso
2001 - Invento para Leonardo – Direção Andrea Caruso
2001 - Exposição Interativa Pequenas Construções Cênicas – Direção Andrea Caruso 
2002 - Fósforos Pegam Fogo Mesmo – Direção Rodrigo Robleño
2003 - Le Maître de la Fenêtre – Direção Rodrigo Robleño
2003 - Armatrux, a Banda – Direção de cena do Grupo Armatrux, direção musical de John Ulhoa e Bob Faria
2003 – Esperando Godot – direção Anderson Aníbal
2003 – Vídeo Educativo “Bililixo e Charlatão” – direção Armatrux
2004 – Vídeo Educativo “A corrida das águas” – direção Anderson Guerra e Rodrigo Robleño 
2004- Nômades – Projeto 3X4 – Direção Cristiana Brandão
2005 – Curta metragem “Supertrux em: A máquina do tempo” – direção Anderson Guerra
2005 - Andarilhos do Repente - Bonecos na Estrada – Direção Gabriel Guimard
2005 – Curta metragem “Supertrux em: Um por todos e todos por um” – Anderson Guerra
2005 - Pé de Valsa – Direção Eduardo Machado e Raquel Pedras
2006 – Bilu e Curisco – Direção Eduardo Machado
2006 – Curta metragem “Ler pra Crer” – direção Anderson Guerra
2007 - De Banda Pra Lua – Direção Eid Ribeiro 
2008 - Parangolé – Direção coletiva do Grupo Armatrux
2008 - Gastrono-mico – Direção Eduardo Machado.
2009 – No Pirex – Direção Eid Ribeiro










































 

 

 

 

 



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